O QUE O MODELO TRADICIONAL DE ENSINO JURÍDICO (NÃO) NOS ENSINA? Uma reflexão sobre a necessidade de mudança em sala de aula

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Resumo

O artigo analisa a crise estrutural e metodológica do ensino jurídico no Brasil, suas consequências institucionais e a necessidade de mudança no ambiente acadêmico. A metodologia adotada ampara-se em uma pesquisa de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e analítica. Inicialmente, examina-se a modelo tradicional de ensino adotado nas universidades desde o Império – método esse responsável pela progressiva exclusão das disciplinas propedêuticas e de base e o reducionismo do Direito a manuais esquematizados e modelos simplistas de educação. Em seguida, discorre-se sobre o esvaziamento da capacidade argumentativa dos bacharéis e a mutação do perfil profissional: que de juristas passam a meros operadores do Direito. Posteriormente, demonstra-se como esse ecossistema flagelado permitiu o fortalecimento do solipsismo judicial, o qual, em última instância, submete a sociedade a uma insegurança jurídica generalizada nos tribunais. Por fim, debate-se a urgência de implementar métodos eficazes de ensino em ambiente acadêmico, estimulando a autonomia intelectual da comunidade jurídica, na tentativa de salvaguardar a dignidade do Direito – ainda que nem a todos essa mudança interesse.  

 

Palavras-chave: ensino jurídico no Brasil; reducionismo do direito; mutação do perfil profissional; solipsismo judicial; insegurança jurídica; métodos eficazes de ensino.

Biografia do Autor

  • Eveline Denardi, Escola Paulista de Direito

    Pós-doutoranda em Direito Constitucional (2026 – em andamento), Doutora (2012) e Mestre (2007) em Direito, todos pela PUC-SP. Graduada em Jornalismo (1998) e Direito (2004) pela PUC-SP. Docente na Escola Paulista de Direito (EPD), no Programa de Mestrado “Soluções Extrajudiciais de Conflitos Empresariais” – disciplina Metodologia de Pesquisa e Ensino do Direito; Docente na pós-graduação lato sensu do Instituto Presbiteriano Mackenzie; Pesquisadora do CNPq pelo Núcleo Dignidade Humana e Garantias Fundamentais na Democracia, da Faculdade de Direito da PUC-SP; Consultora Acadêmica para a elaboração de textos científicos, editora e revisora técnica-profissional neste segmento. Foi Diretora da Divisão de Comunicação Institucional da PUC-SP e Coordenadora do Editorial Jurídico da Saraiva. Editora Sênior em Direito. E-mail: evelinedenardi@uol.com.br.

  • Michelle Ilheu Felippetto, Escola Paulista de Direito

    Graduada em Direito (PUC-RS), Pós-graduada em Processo Civil (PUC-MG), Mediadora Judicial (NUPEMEC TJ-RS), Especialista em Gestão Negócios – MBA (USP/ESALQ), Mestranda em Direito (EPD) e Advogada. Email: michelle.felippetto@yahoo.com.br.

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Publicado

10-08-2026